Os estudos sobre mudanças em organizações possuem uma vasta literatura que compreende diversas implicações teóricas e taxonômicas a respeito das mudanças. Qualquer alteração, planejada ou não, em componentes que caracterizam a organização como um todo – finalidade básica, pessoas, trabalho, estrutura formal, cultura, relação da organização com o ambiente –, decorrente de fatores internos e/ou externos à organização, que traz alguma conseqüência, positiva ou negativa, para os resultados organizacionais ou para sua sobrevivência.

As configurações das diversas dinâmicas sociais no ambiente organizacional não necessariamente acompanham as estruturas formais que configuram as funções, cargos e equipes na organização. A teoria de Redes Sociais postula que as relações entre as pessoas são fenômenos elementares, processos que geram formas sociais sujeitas à regeneração contínua e à adaptação a circunstâncias mutantes. As relações sociais em que cada indivíduo está inserido podem ser vistas como uma rede.
A análise das redes sociais ocorre em três níveis: características estruturais da rede, características relacionais da rede e a identificação dos papeis dos indivíduos nas redes analisadas.
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Texto adaptado do artigo: NEIVA, E. R.; BRITO, M. J. P. . Redes sociais e mudança em uma associação de produtores rurais. Psicologia (Florianópolis), v. 8, p. 5-24, 2008.

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